Responsável pela cobertura dos eventos sociais de uma determinada cidade. Normalmente, assinava uma página com seu nome, composta por notas curtas e fotografias.

Minha referência de coluna social era a Danuza Leão, o Ibrahim Sued, o Zózimo Barrozo do Amaral e o próprio Luiz Elias. Então eu comecei a construir o meu texto de um jeito que existia charme, glamour. Eu pude entender que a coluna social ela só funcionava sendo elitista. Não se populariza uma coluna social. Quem já tentou – e eu poderia até dar nomes, mas não seria de bom tom, – tentaram popularizar, acabaram dançando.
Então, a coluna social, ela tem um esquema: ela é elite, ela é de gente abastada. Ela é de gente que tem sobrenome, que seja tradicional e tenha dinheiro ou que tenha muita tradição e que não tenha dinheiro. Perdeu tudo, mas tem a tradição, porque a tradição traz o que? História. E a beleza. Homem bonito, mulher bonita cai muito bem numa coluna social. E moda, né? Então todas essas coisas envolvidas fazem uma coluna social. E eu vi que isso era matemático, porque quando eu queria sair um pouquinho, lá naquele começo, eu via que eu não recebia o retorno.
Carlos Hugueney Bisneto